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Património Arqueológico
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Complexo Megalítico do Rego da Murta
De entre os múltiplos sítios arqueológicos, destaca-se o complexo Megalítico do Rego da Murta, constituído pelas antas 1e 2 e pelos vestígios de uma terceira, junto à ponte da Ramalha. As antas do Rego da Murta situam-se a cerca de 500 metros da aldeia do Ramalhal, freguesia de S. Pedro do Rego da Murta, numa planície povoada por eucaliptos na margem direita da ribeira. Para além destes monumentos, existem outros dispersos por toda a área envolvente, fazendo deste território um polo de interesse no panorama arqueológico nacional e internacional.
Anta 1 do Rego da Murta
Este monumento apresenta um estilo muito comum à generalidade dos monumentos funerário-simbólicos desta época. Trata-se de uma estrutura composta por uma câmara e um corredor de acesso, construída com esteios de pedra. Algumas estruturas circulares, tal como a registada no centro do monumento, aparentam ter sido utilizadas para escoramento de algum tipo de mobiliário ou ídolo.
Durante o trabalho de escavação encontraram-se diversos tipos de vasos cerâmicos; pontas de seta; instrumentos agrícolas (machados e enxós), instrumentos de corte (lascas, lâminas e lamelas) e objetos de adorno ou vestuário, em osso ou pedra (como pendentes, alfinetes, botões e contas de colar). Associados aos objetos exumaram-se restos de mais de 50 indivíduos e vários elementos faunísticos, como coelho, lebre, cão, porco, raposa e ovelha. As deposições sucederam-se no tempo, em rituais que se prolongaram durante várias gerações, numa ocupação de 3500 a 1700 a.C.
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Anta 2 do Rego da Murta
É constituída por uma câmara poligonal e um corredor ligeiramente alongado, terminando num pequeno átrio. No monumento registaram-se duas fases de ocupação, sendo a mais antiga, pela deposição de enterramentos primários, em posição provavelmente fetal, que foram posteriormente retirados, para a construção do lajeado da câmara, que serviu de base à deposição dos enterramentos secundários realizados durante o Calcolítico médio-final (2500-2000 a.C.). Os estudos de antropologia detetaram mais de cinquenta indivíduos, de ambos os sexos e diversas idades que teriam sido enterrados, num processo ritual, acompanhados por flores, alimentos e objetos. A maior parte dos vasos cerâmicos recuperados encontravam-se de boca para baixo, relativamente bem conservados, associados a outros objetos, como pontas de seta, pontas de lança, objetos de adorno ou objetos de corte (de referir o aparecimento
de uma lâmina em cobre). No que se refere aos animais exumados observaram-se vestígios de boi, zebro, porco, ovelha, veado, lebre, coelho e raposa, que foram caçados ou domesticados por estas populações e serviram como oferendas ou foram usados nos rituais desenvolvidos aquando destas deposições.
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Anta 2135Anta 239.765343813959795-8.366712834704675
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Anta 1136Anta 139.76162883316927-8.369407135437614