Água

 

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Programa de Controlo e Qualidade da Água - PCQA

Nos termos e para efeitos do disposto no Decreto-Lei n.º 306/2007, de 27 de Agosto, o controlo de qualidade da água para consumo humano em Alvaiázere define-se como o conjunto de acções e análises de avaliação da qualidade da água realizadas com carácter regular e permanente pelo Município, com vista à manutenção da qualidade da água abastecida pelos Munícipes.  

De acordo com este Decreto-Lei as entidades gestoras devem proceder à verificação da conformidade da água distribuída com o estipulado no referido diploma nomeadamente através de um controlo de rotina 1, 2 e de um controlo de inspecção: 

Controlo de rotina 1 e 2: 
Tem como objectivo fornecer regularmente informações sobre a qualidade organoléptica e microbiológica da água destinada ao consumo humano, bem como da eficácia dos tratamentos existentes, tendo em vista determinar a sua conformidade com os valores paramétricos estabelecidos. 

Inclui os parâmetros: 
Escherichia coli, bactérias coliformes, desinfectante residual, alumínio (só quando este for utilizado como agente floculante), amónio, número de colónias a 22 e 37 ºC, condutividade, clostridium perfringens (quando a água tiver origem ou for influenciada por águas superficiais), cor, pH, ferro (só quando este for utilizado como agente floculante), manganês, nitratos, nitritos (quando a cloraminação é utilizada como desinfectante), oxidabilidade, cheiro, sabor e turvação. 

Controlo de inspecção: 
Tem como objectivo obter as informações necessárias para verificar o cumprimento dos valores paramétricos do referido diploma, nomeadamente o Anexo I do Decreto-Lei nº.306/2007, de 27 de Agosto. 

Inclui os parâmetros: 
número de colónias a 22 e 37 ºC, Escherichia coli, bactérias coliformes, clostridium perfringens, cheiro, cor, sabor, turvação, ph, condutividade, nitritos, cloro residual livre, dureza total, cálcio, magnésio, manganês, ferro, amónio, antimónio, arsénio, alumínio, benzeno, benzo (a) pireno, benzo (b) fluoranteno, benzo (k) fluoranteno, benzo (ghi) perileno, boro, bromatos, cádmio, chumbo, cianetos, cobre, crómio, 1,2 – dicloroetano, enterococos intestinais, indeno (1,2,3-cd) pireno, fluoretos, mercúrio, níquel, Hidrocarbonetos Aromáticos Policiclicos, clorofórmio, bromofórmio, dibromoclorometano, bromodiclorometano, dimetoato, pesticidas totais, selénio, cloretos, tetracloroeteno, tricloroeteno, tri-halometanos, sódio, oxidabilidade, cloreto de vinilo, epicloridrina, acrilamida.

 

2º Trimestre - 2019 - [visualizar] PCQA

1º Trimestre - 2019 - [visualizar] PCQA

 

4º Trimestre - 2018 - [visualizar] PCQA

3º Trimestre - 2018 - [visualizar] PCQA 

2º Trimestre - 2018 - [visualizar] PCQA

1º Trimestre - 2018 - [visualizar] PCQA

 

4º Trimestre - 2017 - [visualizar] PCQA

3º Trimestre - 2017 - [visualizar] PCQA

2º Trimestre - 2017 - [visualizar] PCQA

1º Trimestre - 2017 - [visualizar] PCQA

 

4º Trimestre - 2016 - [visualizar] PCQA

3º Trimestre - 2016 - [visualizar] PCQA

2º Trimestre - 2016 - [visualizar] PCQA

1º Trimestre - 2016 - [visualizar] PCQA

 

4º Trimestre - 2015 - [visualizar] PCQA

3º Trimestre - 2015 - [visualizar] PCQA

2º Trimestre - 2015 - [visualizar] PCQA

1º Trimestre - 2015 - [visualizar] PCQA

 

4º Trimestre - 2014 - [visualizar] PCQA

3º Trimestre - 2014 - [visualizar] PCQA

2º Trimestre - 2014 - [visualizar] PCQA

1º Trimestre - 2014 - [visualizar] PCQA

 

4º Trimestre - 2013 - [visualizar] PCQA

3º Trimestre - 2013 - [visualizar] PCQA

2º Trimestre - 2013 - [visualizar] PCQA

1º Trimestre - 2013 - [visualizar] PCQA


 

Como Funciona um Ciclo de Água urbano?

As águas pluviais

A cidade e o ciclo hidrológico estão já muito afastados do processo natural.
Os edifícios, os terraços, os pátios, as estradas, os passeios, as ruas, ocupam cerca de 2/3 do espaço urbano, são impermeáveis e não deixam que a água da chuva siga o seu percurso natural e sem trazer nenhum benefício, representando mesmo uma grande desvantagem. Esta baixa infiltração faz com que grande parte das águas das chuvas entrem directamente na rede de drenagem de águas residuais, daqui para a ETAR e finalmente cheguem ao mar.

O que é possível fazer para melhorar o ciclo hidrológico urbano?

-Aumentar a permeabilidade dos solos, através do aumento da quantidade e extensão dos espaços verdes urbanos, e do aumento do uso de pavimentos permeáveis;

- Favorecer a infiltração das águas pluviais, e a sua retenção em dispositivos subterrâneos de armazenamento, permitindo a redução do caudal.

 

ciclo da agua

 

Cada cidade deveria ter iniciativas que conduzissem à colocação de pavimentos permeáveis em todos os parques e jardins. Sempre que tal fosse possível, deveria ser prioritário a instalação de pavimentos argilosos ou arenosos ou de gravilha, já que:

  • permitem a infiltração da água superficial aos lençóis freáticos do sub-solo, que pode ser aproveitada para regar;
  • facilitam a evaporação da água, e assim refrescam o pavimento, aumentam a humidade do meio e melhoram o clima urbano;
  • integram-se bem na vegetação, e assim contribuem para a criação de espaços de carácter semi-natural

 


 

Água

O Município de Alvaiázere está inserido no subsistema de abastecimento de água do Cabril, sendo abastecido pela albufeira de cabril, no vizinho Município de Pedrógão Grande. No Município de Alvaiázere estão em funcionamento 1 estação elevatória, três reservatórios e 27 km de condutas adutoras.

 

artigo agua ambiente

 

Sistema multimunicipal de abastecimento de água e de saneamento de águas residuais de Raia, Zêzere e Nabão. (fonte: http://www.aguasdocentro.pt/)

 

artigo agua ambiente img2Sistema de Abastecimento de Água de Alvaiázere

 

Qualidade da Água:

A água distribuída pela rede municipal de abastecimento é permanentemente controlada e todos os seus parâmetros físico-químicos controlados por rigorosas análises que garantem a sua potabilidade.

 


 

A Água é Vida

O planeta Terra formou-se há cerca de 4 500 milhões de anos. De lá para cá a sua forma mudou substancialmente, sobretudo pela presença da água e aparecimento dos seres vivos.
As origens da água e da vida estão intimamente ligadas.
A água é a chave da vida, e também interveio em grande medida na formação do relevo do nosso planeta (por exemplo, os vales, as planícies ou os glaciares), bem como na regulação da temperatura e do clima, através das correntes marítimas e do vapor de água. Pensa-se que a existência de água é exclusiva da Terra, que por isso também é chamada “Planeta Azul”; este elemento cobre cerca de 3/4 da sua superfície. A água reparte-se em mares e oceanos, rios e lagos, e também está sob a superfície, a mais ou menos profundidade, a água subterrânea.
Mas a água não se apresenta apenas na forma líquida (a mais conhecida), também se pode encontrar na sua forma sólida (neve, granizo, gelo) e na forma gasosa (vapor de água). A disponibilidade directa de água para consumo está muito limitada: a maior parte da água da Terra é salgada, e a maior parte da água doce está confinada em glaciares, ou a grandes profundidades, inacessíveisaos organismos terrestres.

A vida origina-se em meio aquoso, e a maioria dos organismos dependem da água: esta é necessária para a sobrevivência das plantas e dos animais, até porque faz parte da estrutura interna de todos os seres vivos.


Quantidade de água
  

Nas Plantas e Animais Em Órgãos Humanos
Alface 95% Saliva 99,5%
Batata 80% Pulmões 80%
Minhoca Comum 87% Pele 71%
Homem Adulto 70% Esqueleto 33%

 

Todos os animais e plantas têm necessidades maiores ou menores de água, havendo mesmo alguns que podem resistir diversos meses em condições de absoluta ausência de água: as necessidades de um nenúfar e de um cacto, de um camelo ou de uma baleia são radicalmente opostas.
Um caso excepcional é a espécie humana. Os humanos, e os seus antepassados, utilizaram a água para suprir as suas necessidades básicas: alimentação e bebida.
Pouco a pouco, ao longo da evolução da espécie, passa-se a utilizar a água para outros fins, como por exemplo a rega e a higiene pessoal.
Actualmente, os usos da água foram amplamente alargados, e vão desde a obtenção de energia (hidroelectricidade), funcionamento de parques aquáticos, passando pela refrigeração de circuitos industriais.

 

Conselhos Para Poupar Água

 

Em que gastamos a água?

Os portugueses gastam uma média de 161L/dia/pessoa (de acordo com o INSAAR, INAG).

Aproximadamente 1/3 desta água destina-se às descargas dos autoclismos, outro 1/3 destina-se ao duche/banho, cerca de 20% é para a máquina de lavar roupa, e o resto é para os outros usos, como a limpeza da casa e a rega de plantas interiores. Apenas uma pequena parte, entre 3 a 6l (2 a 4%), é utilizada para cozinhar e beber.

 

Que podemos fazer para poupar água?

Com mudanças nos nossos comportamentos, e pequenas adaptações técnicas, pode-se conseguir uma redução até 50% do consumo de água!
Antes de trocar uma instalação, ou comprar um electrodoméstico novo, vale a pena informares-te!

O autoclismo

  • Devem-se evitar descargas supérfluas, uma vez que cada descarga consome cerca de 10l de água;
  • Alguns autoclismos permitem interromper a descarga completa,permitindo a poupança de metade do volume do autoclismo;
  • Já há uma variedade de dispositivos que permitem a poupança de água no autoclismo: sistemas de regulação de volumes ou contrapesos, que se introduzem dentro do autoclismo, sem interferir com os sistemas de descarga;
  • Também já há no mercado alguns modelos de autoclismo de dupla descarga, que permitem fazer descargas diferenciadas: uma menor, para fezes líquidas, e outra maior, para fezes sólidas.

O banho

  • Poupe água quando se lava. Tome um duche e não um banho de imersão, ou tome banho em conjunto.
  • O duche é melhor que o banho de imersão: enquanto que uma banheira cheia consome cerca de 300l de água, um duche de 5 minutos gasta entre 50 a 60l, desde que se fechem as torneiras enquanto nos ensaboamos;
  • Podemos substituir a cabeça do chuveiro por um outro de baixo caudal (com arejador), que mistura ar à água, mantendo a pressão e o conforto. Assim podemos poupar até 50% da água gasta;
  • Com uma torneira misturadora também é possível diminuir o fluxo, pois é mais fácil controlar a temperatura da água.

Os lavatórios

  • Fecha as torneiras sempre que não seja necessário deixar correr água (durante o ensaboar das mãos, o lavar dos dentes, o lavar da cara). As torneiras abertas podem gastar até 12l/minuto;
  • Instala arejadores ou economizadores nas torneiras, pois estes podem reduzir o fluxo do caudal da água, limitando-o até apenas 6l/minuto, ou menos!
  • Mantém-te atento às fugas de água! Uma torneira a perder uma gota/segundo representa um consumo até 1.000l/mês;

A máquina de lavar roupa

  • Deves encher a máquina de lavar roupa na sua carga máxima, antes de a pores a funcionar, e seleccionar o programa adequada, bem como a temperatura da lavagem, em função do tipo de roupa e do seu grau de sujidade;
  • As máquinas de lavar roupa actuais já regulam o consumo de água em função do peso da carga da máquina, e algumas têm já sistemas que permitem poupar até 70% da água gasta, relativamente às máquinas de lavar roupa clássicas.

A máquina de lavar louça

  • A máquina de lavar louça só deve ser posta a trabalhar quando estiver completamente cheia: assim, poupa-se até 25% de água;
  • As máquinas de lavar louça modernas, de baixo consumo, gastam apenas entre 11 a 14l por lavagem.

A limpeza do lar

  • Deve-se sempre varrer o chão antes de o lavar. Poupa-se muita água;
  • A água utilizada para lavar a fruta ou os legumes, bem como a que sobra da limpeza dos aquários pode utilizar-se para regar as plantas. Não a deites fora!

A lavagem do carro

  • Gasta-se menos 90% de água lavando o carro com uma esponja e um balde (de 30 a 50l) em vez de se usar a mangueira;
  • Em alternativa, as máquinas automáticas também gastam menos água do que as mangueiras.

Que mais poderemos fazer para poupar água?

Para reduzir o consumo de água potável, é possível planear a utilização de água não apta para consumo humano, mas apta para outros usos, como a utilização de água depurada, que pode ser utilizada para regar os jardins.
Em nossa casa também é possível pôr em prática algumas destas técnicas, como o aproveitamento de águas pluviais, ou a reutilização de “águas cinzentas”, técnicas estas que se começam agora a introduzir.

Aproveitar as águas pluviais

A reutilização de águas pluviais nas nossas habitações baseia—se na recolha das águas dos telhados, ou dos terraços, em reservatórios
(que poderão até ser enterrados); esta água serve para regar os jardins exteriores.
Em alguns países do Centro da Europa também já se utilizam estas águas para encher os autoclismos.

Reutilização das “águas cinzentas”

As “águas cinzentas” são aquelas que sobram dos banhos, das máquinas de lavar roupa, das máquinas de lavar louça, dos lavatórios, e que, depois de uma depuração simples podem ser reutilizadas por exemplo nos autoclismos.
A dificuldade desta medida reside na necessidade de se instalar um sistema secundário de canalização, independente do sistema que abastece as máquinas e as torneiras.

Protejam a água!

Depois de falarmos sobretudo de poupança e de consumo de água, vamos conhecer o que mais podemos fazer no sentido de se alcançar um consumo sustentável. Uma prioridade tão importante quanto a poupança é a melhoria da água, antes de a utilizar.

 

Que podemos fazer para não contaminar a água?

A água é um elemento muito sensível, e convém protegê-la, antes de a maltratarmos. Muitas das substâncias que utilizamos normalmente, e que contactam com a água, podem ser substituídas por outras menos nocivas ou persistentes para o meio envolvente, mais biodegradáveis.

As sanitas e os lava-louças não são um caixote do lixo!

Um dos males que podemos evitar é a utilização das sanitas ou lava-louças como escorredouro de lixos diversos (pontas de cigarros, restos de comida, guardanapos de papel, cotonetes).

Primeiro a física, depois a química!

Sempre que as canalizações de nossa casa entopem, aquilo que fazemos é despejar para o seu interior produtos químicos fortes, à base de soda cáustica, ácidos e outras substâncias tóxicas. Aquilo que devemos fazer é comprar um desentupidor, e utilizá-lo quando as nossas canalizações não estão a funcionar da melhor forma. Este princípio também serve para limpar terra ou restos de comida do lava-louça.

Os óleos e solventes vão para os Ecocentros!

Uma outra prática corrente é o despejo de óleos de cozinha usados, de restos de produtos de bricolage (tintas, vernizes, diluentes), restos de produtos de cosmética, às vezes misturados com outros produtos com uma importante componente tóxica, no lava-louça ou sanita.

Devem-se aproveitar ao máximo estes produtos, e levar as sobras ao Ecocentro mais próximo.

Usem produtos de limpeza mais amigos do ambiente!

Na limpeza da casa, utilizamos um conjunto de produtos de limpeza com um elevado grau de toxicidade, tanto para a saúde humana, como para os sistemas naturais. Para substituir estes produtos, já se vendem outros que respeitam o meio ambiente, com reduzido teor de fosfatos e outros químicos poluentes, responsáveis por contaminar rios e lagos. Observem bem as etiquetas, e escolham os detergentes que tenham o mais baixo teor de fosfatos.
Além disso, é muito importante utilizar os detergentes apenas nas quantidades necessárias, não excedendo as doses recomendadas pelos fabricantes.

Vamos escrever em papel reciclado!
A produção de papel reciclado utiliza muito menos água e elimina menos contaminantes para as águas residuais do que quando se fabrica papel novo. Não utilizem papel higiénico de cor!

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